Falar sobre sexo na adolescência é, antes de tudo, falar sobre um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Trata-se de uma fase naturalmente conturbada, marcada por descobertas, curiosidade e, ao mesmo tempo, por dúvidas e inseguranças. Por isso, compreender o que acontece nesse momento da vida é fundamental tanto para os adolescentes quanto para os adultos que convivem com eles.

Ao longo desse processo de desenvolvimento, o jovem deixa de ocupar o lugar de criança e começa, gradualmente, a construir sua identidade, inclusive no campo da sexualidade. No entanto, embora esse movimento seja biologicamente esperado, ele nem sempre é acompanhado pela maturidade emocional necessária para lidar com as experiências que surgem.

O que acontece no corpo durante a puberdade?

Quando falamos em sexo na adolescência, é importante compreender que tudo começa com a puberdade. É nesse período que ocorrem mudanças físicas significativas, como a menarca nas meninas, as poluções noturnas nos meninos, o crescimento de pelos corporais, a alteração da voz e o amadurecimento dos órgãos genitais.

Além disso, essas transformações não se limitam ao corpo. Ao mesmo tempo em que o organismo se desenvolve, surgem novas sensações, desejos e interesses. Dessa forma, o adolescente passa a se perceber de maneira diferente, o que impacta diretamente sua forma de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

Por outro lado, embora o corpo esteja biologicamente preparado para a vivência da sexualidade, isso não significa que o jovem esteja emocionalmente pronto para lidar com todas as implicações de um envolvimento sexual.

Psicólogo Elídio Almeida em atendimento com adolescente e responsável, abordando sexo na adolescência e relacionamentos em Salvador.
Falar sobre sexo na adolescência é oferecer orientação, escuta e responsabilidade — não julgamento.
Elídio Almeida, psicólogo em Salvador, especialista em terapia de casal e relacionamentos.

Como o adolescente vivencia a sexualidade?

Do ponto de vista psíquico, alguns estudos indicam que as meninas tendem a amadurecer, em média, antes dos meninos. Consequentemente, podem apresentar maior tendência a postergar a primeira relação sexual, buscando maior segurança na escolha do parceiro.

Em contrapartida, muitos meninos vivenciam a sexualidade de forma mais impulsiva, frequentemente associada à curiosidade, à excitação e, em alguns casos, à necessidade de validação. No entanto, essa diferença não deve ser generalizada, pois cada adolescente vive esse processo de maneira singular.

Na minha prática clínica, observo que, muitas vezes, a iniciação sexual está menos relacionada ao desejo genuíno e mais ligada à pressão social, à comparação com os pares ou à tentativa de corresponder a expectativas externas. Isso pode gerar experiências marcadas por ansiedade, insegurança e até arrependimento.

O papel do “ficar” na adolescência

Atualmente, é comum que muitos adolescentes vivenciem experiências afetivas e sexuais sem o compromisso de uma relação estável. O chamado “ficar” surge, portanto, como uma forma de experimentação, na qual o jovem testa seus limites, desejos e possibilidades.

Por um lado, essa dinâmica pode fazer parte do processo de autoconhecimento. Por outro, quando não há elaboração emocional suficiente, pode contribuir para relações superficiais, dificuldades de vínculo e até confusão sobre sentimentos.

Além disso, é importante considerar que essas experiências iniciais costumam influenciar a forma como o indivíduo irá se relacionar no futuro. Relações baseadas apenas em validação, desempenho ou aceitação podem, mais adiante, dificultar a construção de vínculos mais profundos e saudáveis.

A masturbação na adolescência: o que é esperado?

A masturbação é uma prática comum e esperada ao longo do desenvolvimento humano, intensificando-se durante a adolescência. Ela está relacionada à descoberta do próprio corpo, ao reconhecimento do prazer e à construção da intimidade consigo mesmo.

Além disso, nessa fase, também podem ocorrer experiências de exploração corporal entre pares, como comparações físicas ou interações de caráter sexual. No entanto, é fundamental compreender que essas vivências não definem, por si só, a orientação sexual do indivíduo.

O mais importante, portanto, é avaliar o significado dessas experiências para cada adolescente, considerando seu contexto, suas emoções e a forma como ele interpreta essas vivências.

Sexo na adolescência: riscos e cuidados necessários

Quando abordamos o sexo na adolescência, não podemos deixar de considerar os riscos envolvidos. A gravidez não planejada e as infecções sexualmente transmissíveis são possibilidades reais, especialmente quando não há informação adequada ou quando o jovem não se sente à vontade para buscar orientação.

Além disso, vivemos em um contexto de excesso de estímulos. A internet, as redes sociais e os conteúdos midiáticos frequentemente expõem os adolescentes a uma sexualidade distorcida, muitas vezes desconectada da realidade emocional que envolve uma relação.

Dessa forma, o jovem pode desenvolver expectativas irreais sobre desempenho, corpo e prazer, o que tende a gerar frustração e insegurança.

Sexo na adolescência: o papel dos pais e do diálogo

Diante desse cenário, o papel dos adultos torna-se fundamental. No entanto, falar sobre sexo ainda é um desafio para muitas famílias. O silêncio, o constrangimento ou a abordagem punitiva acabam afastando os adolescentes, que passam a buscar informações em fontes nem sempre confiáveis.

Por isso, o diálogo aberto, acolhedor e sem julgamentos é uma das principais formas de proteção. Quando o adolescente se sente ouvido, ele tende a desenvolver mais consciência, responsabilidade e segurança para lidar com suas escolhas.

Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que muitos pais também não tiveram espaço para falar sobre esse tema ao longo de suas próprias histórias, o que pode dificultar essa comunicação.

Sexo na adolescência e seus impactos nos relacionamentos futuros

Um ponto que muitas vezes é negligenciado é o impacto das experiências iniciais na vida amorosa futura. A forma como o adolescente vivencia o sexo, o vínculo e a intimidade pode influenciar diretamente seus relacionamentos na vida adulta.

Experiências marcadas por pressão, rejeição, insegurança ou falta de diálogo podem se traduzir, mais tarde, em dificuldades de comunicação, medo de se envolver ou necessidade constante de validação.

Por outro lado, quando há espaço para reflexão, orientação e construção de sentido, o jovem tende a desenvolver relações mais saudáveis, baseadas em respeito, reciprocidade e conexão emocional.

Quando buscar ajuda profissional?

Nem sempre adolescentes e famílias conseguem lidar sozinhos com essas questões. Dificuldades relacionadas à sexualidade, conflitos familiares, inseguranças ou experiências negativas podem gerar sofrimento significativo.

Nesses casos, a psicoterapia pode ser um espaço importante de escuta, orientação e elaboração. Tanto o adolescente quanto os pais podem se beneficiar desse acompanhamento, promovendo mais clareza, segurança e qualidade nas relações.

Se você é pai, mãe ou responsável, ou mesmo se está atravessando essa fase e sente dificuldade em lidar com essas questões, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante.

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47 Comentários

  • Adelson disse:

    Prezado Elídio:
    Parabéns pela sua iniciativa.Sempre leio os seus textos na tentativa de estar em dia com as temáticas que voce aborda.
    Estou enviando esse texto de hoje para minha filha mais velha, maãe da minha neta de 10 anos.
    Também sou educador e pesquisador
    Boa semana
    Adelson

  • Alberto Araujo disse:

    As transformações do corpo e os os processos hormonais são naturais. O que não é natural (ou nunca deveria ser) é uma criança de quatorze anos parir uma outra criança, onde na maioria das vezes só faz sobrecarregar pais e avós criando desiquilíbrio e social.

    • Olá Adalberto!
      Concordo contigo e creio que casos desta ordem sinalizam necessidades de intervenções para que outros males sejam remediados ou sanados.

  • Lariane disse:

    Elídio,
    Na qualidade de tia de um adolescente, achei seu texto muito interessante!

    • Olá Lariane!
      Fico feliz que tenha gostado. É sempre bom tratarmos destes assuntos com nossos adolescentes. Obrigado pelo comentário.

  • Marcus Souza disse:

    “A adolescência é um período da vida muito legal, mas bastante conturbado. ”
    Nossa, poe conturbado nisso… E para os que se descobrem “indo contra” aos “padrões comuns” da sociedade entao hein? Eleve ao quadrado essa conturbação….
    Forte Abraço!
    M.S

    • Olá Marcus!
      Você tem razão. A questão é que muitos adultos não lembram que também já viveram fase semelhante só que noutro contexto totalmente diferente dos que os adolescentes vivenciam hoje e isso dificulta um se ver na posição do outro.
      Forte abraço.

  • Ivan Brafman disse:

    Olá Elídio, é com muita alegria que retorno para poder desfrutar de tudo de bom que o seu blog nos oferece.
    Estava sentindo falta e com saudades de interagir contigo.
    Serei repetitivo, aliás, isso é inevitável, pois tenho que registrar como sempre o quanto são oportunos e importantíssimos os seus brilhantes artigos, que com certeza,nos esclarecem e nos orientam. Sempre versando temas e assuntos que norteiam nossas vidas. Parabéns!
    Falar sobre sexo na adolescência, com suas transformações do corpo e do comportamento, ao meu sentir, vislumbro a oportunidade de identificar nuances diversas que nos levam a discorrer de uma forma bastante ampla.
    Senão vejamos:
    No menino adolescente, percebemos que o seu instinto animal aflora, biologicamente, quando começa a ativação incontrolável do seu hormônio: testosterona, que parece agir na sua excitabilidade que incorpora no seu comportamento, instigando a sua postura de “caçador”, quando a sua fome de sexo o leva a se autofirmar. Neste momento, percebemos que nas primeiras vezes que o menino tem relações sexuais, nada mais significa para ele do que mais uma função fisiológica. Um ato de descarga de prazer, desprovido de sentimentos ou afetos.
    Na menina, a situação comportamental, salvo excessões, é diferente, pois ela sente a necessidade de um envolvimento afetivo e emocional, para ter relações sexuais, ela precisa confiar no parceiro. Aquele momento para a menina é marcante e tem um significado muito forte que influencia e mexe com a sua personalidade feminina.
    Não podemos negar que a orientação da família é de suma relevância na formação comportamental da sexualidade dos adolescentes, e que isso pode inibir ou estimular as relações dos jovens.
    Não quero generalizar e afirmar que esta postura seja universal, mas aqui no Brasil temos o seguinte referencial do pai em relação aos seus filhos: meninos e meninas.
    Quando é com o filho dele, este pai faz questão de apontar na rua, todas as garotas, com as quais, o seu rebento (garanhão) já transou. Essas afirmações, se apresentam abastecidas de orgulho, vaidade e uma satisfação transparente.
    No caso da filha, mesmo que ela já tenha servido como mulher para muitos garotos, seja na escola e também na rua onde moram, este mesmo pai, nunca vai comentar as inúmeras experiências sexuais da sua filha, por mais “moderninho” que ela seja.
    Acho que este jeito de ser do pai, que já é uma “marca registrada” de todos eles, pode definir muito bem, em alguns casos os aspectos de vivenciar o sexo, no comportamento e no ato em si, na vida dos adolescentes.
    Um forte abraço e continue crescendo, com muito sucesso, neste seu trabalho altamente qualificado. Ivan Brafman – Rio de Janeiro.

    • Olá Ivan Brafman!
      Sábias palavras. Muito bom seu destaque às representações e posturas sociais dospai em relação ao gênero e as relações sexuais dos filhos perante a sociedade. Isso reforça ainda mais nossa preocupação em reforçar o diálogo e tentar desmistificar rótulos e contextualizar os acontecimentos numa fase tão dinâmica como é a adolescência e de um assunto tão polêmico como ainda é o sexo entre os membros de muitas famílias. Forte abraço!

    • Simone disse:

      Sou pãe, como meu filho me chama, fiquei viuva qdo ele tinha recem completado 3 anos, hje ta com 18, mas sempre conversei com ele sobre tudo, sempre o ouvi, mas tem pais de meninas que não falam sobre sexo, e ai? Eu não ensino meu filho a ser garanhão, mas usar camisinha, mas os pais da adolescente a deixam qui em casa na sexta e vem buscar domingo a noite. Já por duas vezes meu filho que iniciou recentemente sua vida sexual, veio me pedir ajuda que a camisinha estourou, e precisava comprar pilula do dia seguinte,ele foi comprou e ela não tomou como deveria, perguntei se ele gostaria que eu tbem conversasse com a menina, já q a mãe dela não faz, e ele n-ao soube me responder, aí é só responsabilidade dos meninos, e seus pais?

      • Olá Simone!
        Parabéns pela forma como conduz a situação. Todavia alguns pais não seguem o mesmo modelo tornando a vida dos mais jovens ainda mais difícil, pois desconhecem a maneira de lidar com muitas situações que envolvem o sexo. Penso que sua postura é bastante adequada pois todos nós somos responsáveis pelo bem estar da nossa sociedade e isso envolve o cuidado ao próximo.

  • Altemar Silva disse:

    Hum . Muito bom um Sexoo

  • Stefani Lima disse:

    Parabens, adorei seu texto,muito explicativo..

  • Vanessa disse:

    Minha critica e que os pais muitas vezes tem o medo de falar com seus filhos sobre este assunto entao em minha opiniao mesmo que dificil os filhos deveriam falarem e tirar suas duvidas com seus pais,tambem quero dar os parabens para este site muito bom

    • Olá Vanessa, obrigado!
      Todavia, para os jovens iniciar esse tipo de papo com os pais não é nada fácil. Na verdade não é fácil para nenhum deles (pais e filhos) e poderia ser bem melhor se todos se dispusesse a aprender juntos!

  • Mirela Moraes disse:

    Em qualidade de adolescente eu tenho 16 anos e isso td q vc falo é mt importante mais hj em dia tem mts pais q nao conversam com seus filhos eu mesma nao converso sobre nd disso com minha mae e isso faz mt falta pq sem conversa tem dois meios ou vc aprende na pratica ou entao vem pra internet procura explicaçoes eu entao tira suas duvidas com amgs sao os meios q tem desde ja deixo um bj e adorei o texto mt bom sempre vo ler a agr foi a primeira vez q li e amei bjsss

    • Olá Mirela!
      Obrigado pelo comentário! Você está coberta de razão. Tudo seria mais fácil se pudéssemos ter um diálogo franco com os pais e que a experiencia e o apoio deles fossem aliados dos adolescentes neste momento tão delicado. Será sempre uma satisfação tê-la como leitora do blog.

  • helliot disse:

    obrigado por uma fonte de conhecimento otima

  • jamerson disse:

    Sr. Elídio Almeida,
    queria saber da sua opinião… Porque ocorre tanto o sexo na adolescencia?

    • Olá Jamerson,
      Sexo é, dentre outras coisas, uma necessidade de satisfação orgânica que compreende algumas fazes da vida. Geralmente a atividade sexual tem início na adolescência – faze em que há uma série de descobertas, principalmente em relação ao corpo – e isso pode dar a impressão que o sexo ocorra mais nesta fase. Mas será que não ocorre tanto quanto em qualquer outra fase da vida sexual?

  • Aline. disse:

    ..bom oque foi lido ate q é verdade’ mas os pais tem sempre esta observando seus filhos em todo momento durante o recorer de sua vida sexual.

    • Olá Aline!
      Obrigado pelo comentário. Você tem razão esta observação é importante pois feeling da experiência dos pais pode ser útil em algum momento inesperado. Ademais, a observação garante a condição dos mais jovens adquirir sua própria experiência. Um abraço.

  • natalia disse:

    olá meu nome e naty porque as pessoas fla que a sexualidade e sexo mais naõ e amessa palavra tchauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
    para fla como mingo facebook naatalia naty

  • É legal que as pessoas se decubram

  • Myy. disse:

    Sr. Elídio , amei sua explicaçao , seria tudo mais facil se os pais converssassem com os filhos sobre isso ,eu acho que existe uma certa vergonha entre ambos ( pais e filhos ) de falar sobre isso , afinal deve ser muito dificil para os pais ver que aquele bebezinho que ele pegava no colo cresceu , e ja ta tendo relações tanto amorosa ,como Sexual tambem ,meus pais sao um exemplo disso , eles sempre me disseram que eu tinha que usar camisinha para me previnir de tudo , mais nunca me explicou nada , do tipo ,como é ,como tem que ser , como vai ser depois , que metodos de prevençoes eu devo tomar depois das relaçoes , etc… Pois eu acho que eles tem um certo ciume e uma certa vergonha de falar sobre isso comigo ,ate porque tudo que eu seii ate hoje , eu aprendii com o Google *-* e aprendi mais ainda com o Sr.
    O Sr. Escreve muito bem.
    Obrigada pelo texto.
    Fique com Deus e tenha um Otimo 2013.
    – Bye. Milena , 17 anos .

    • Olá Milena!
      Obrigado pelo comentário. Tem razão, tantos os pais quantos os filhos têm, no geral, dificuldade em abordar esse tema. Fico feliz que você tenha se preocupado com a segurança e buscado informações. Isso demonstra que você pensa nas consequências dos comportamentos e tenta se prevenir, mas lembre que a internet não é totalmente segura no tocante a estas informações, por isso recomendo cautela. Espero ter ajudado, e estarei sempre à disposição. Feliz 2013!

  • Olá Manuel!
    Obrigado pelo comentário. Fico sempre feliz com retornos como o seu. Em breve teremos mais novidades! Feliz 2013.

  • quais sao os ricos de gravides na do adolecencia

  • Thais sousa disse:

    Como fazer para falar do primeiro relacionamento sexual para os pais?

    • Olá Thais!
      Obrigado pela visita ao blog.
      Então, preciso começar te perguntando sobre o por quê falar isso aos pais? Apesar de todas as dificuldades que envolvem o tema, no geral os pais sempre sacam quando os filhos iniciam sua vida sexual, mesmo quando não conversam sobre os acontecimentos e as mudanças, precisamos lembrar que eles também jan passaram por isso e certamente devem lembrar muito bem quais são os sinais e mudanças. Existindo a real necessidade de falar, e sempre bacana falar por quem a gente tem mais abertura, muitas meninas tem mais com a mãe, outras com o pai, já outras com a tia, tio, irmão, irmã… O legal dessa variedade de pessoas que podemos falar é que muitas vezes são essas pessoas que vão nos ajudar a entender melhor os comportamentos e mudanças, desmistificar muitos tabus ou até mesmo nos ajudar e orientar em relação às dúvidas ou até mesmos nas questões de higiene, segurança e principalmente saúde. Seja lá como for, é muito importante que a conversa seja sincera e com muita franqueza e quando é com uma pessoa que nos compreenda é sempre muito mais fácil. Como falei no texto, esse momento não é difícil somente para os adolescentes, mas para os mais também e muitas vezes temos que ser mais maduros que eles para entender que para eles deve ser difícil saber que já iniciamos uma vida sexual. Desejo muito sucesso em todos os seus momentos e quando precisar pode escrever ou se quiser conte-nos como foi o papo, de repente isso ajudará outras pessoas.

  • kal disse:

    bem tenho uma filha de 11 anos ja houve a menarca, gostaria de saber qual é a idade ideal para falar sobre esses assuntos com ela e como deverá ser o inicio desta conversa

    • Olá Kal!
      Obrigado pela visita ao blog e pela participação. Sua filha esta passando por um momento bastante delicado do seu desenvolvimento e fico feliz em saber pensa em orientá-la também neste momento. Prefiro não pensar em um momento ideal para este tipo de conversa. O bacana é quando a família consegue dialogar e instruir sobre o tema em todas as fases do amadurecimento, respeitando o estágio em que a criança se encontra. Quando conseguimos uma abordagem desse modo as informações chegam à criança de forma processual e ela poderá absorvendo, assimilando e compreendendo de maneira natural. No caso de abordar o tema pelai primeira vez, pode ser legal falar do aspecto biológico, dos comportamentos do organismo feminino que è diferente do homem, que toda mulher passar por isso, que é natural, não é uma doença, acontece com determinada freqüência, é preciso alguns cuidados. Claro que á idéia não é dar um curso intensivo, mas instruí-la de forma que compreenda a naturalidade deste comportamento e do significado cultural que a menstruação possui. Fiquei preocupado quando li o termo “menarca”. Achei bastante careta para um papo com uma garota de 11 anos. O legal neste momento é tornar as coisas o mais acessível e prática possível. Exemplos pessoais podem ajudar no papo com ela. Sucesso!

  • Achei bastante interessante.

  • pedro disse:

    Elídio eu sou um adolescente de 14 anos e gostei muito do seu texto sempre é bom conversar sobre o sexo na adolecência eu ja mim sinto preparado pra perder a virgindade e mim protegendo com camisinha nas relaçoes.
    valeu por esse texto gostei muito.

  • bianca maya disse:

    oiie gente tudo boom ? as vezes os pais nao conversam com os filhos entao fika de fiçio neh?
    entao os pais dos adolencentes deviam conversar nehr? com pois so vam conversar quando a menina ja engravidou ou cooisa assiim!!
    beijos obrigada!
    =D

    • Pois é Bianca, seria bacana que esse diálogo acontecesse entre os adolescentes e seus pais, mas há muita coisa envolvida nisso, muitas barreiras que precisam ser quebradas. Um abraço.

  • Oiie gente tudo bein? e por que a perda da virgindade e mt sagrada, pois a menina tem de escolher seu parceiro mt bein !! por que vai que vç escolhe perder coom qualquer um por aii pois alguns meninos nao sabe guardar segredos “”
    ” tende de tomar pirula anti consepssional depois de fazer sua primeira relaçao sexual !!??
    obrigada beijoos!!
    *-* gente presta atençao nos seus parceiros !!

  • Esse artigo está mesmo ótimo! Incrível é que você não pede nada por esse tipo de informação. Permaneça com o grande trabalho na publicação desse blog!

    • Olá Jaime!
      Obrigado pelo comentário e pelo incentivo. Fico feliz em poder ajudar e contribuir de alguma forma para os que buscam informações sobre a psicologia e os comportamentos humanos. Participações como a sua dá garra para continuar. Valeu!

  • A perda da virgindade ainda e um marco importante para a juventude…………………

  • Olá Amarido, de fato, pena que muitas pessoas sofrem tanto por algo tão natural.

  • Mariah Delle disse:

    ola,e uma pena, com tantas infomaçao na internet sobre a sexo as gravides precoce nao diminui

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