A violência doméstica contra a mulher contra a mulher foi o tema da minha participação no programa Espaço Livre, exibido pelo Canal Assembleia. O debate abordou um dos problemas sociais mais graves da atualidade e reuniu profissionais envolvidos diretamente no enfrentamento da violência contra a mulher na Bahia.

Durante o programa, discutimos dados alarmantes relacionados ao feminicídio, às agressões dentro do ambiente familiar e às dificuldades enfrentadas por muitas mulheres para romper relações marcadas pelo medo, pela violência e pelo sofrimento psicológico.

Além disso, debatemos temas como Lei Maria da Penha, Botão do Pânico, perfis de vítimas e agressores, consequências emocionais da violência doméstica e estratégias de enfrentamento e proteção às mulheres.

Violência doméstica contra a mulher e sofrimento psicológico

A violência doméstica contra a mulher não se limita às agressões físicas. Em muitos casos, ela também envolve violência psicológica, humilhações, ameaças, controle excessivo, isolamento emocional, violência patrimonial e abuso sexual.

Na prática clínica, observo que muitas mulheres chegam ao consultório profundamente fragilizadas emocionalmente após anos vivendo relações abusivas. Frequentemente, o sofrimento se instala de forma gradual, fazendo com que a vítima normalize comportamentos violentos ou tenha dificuldade de reconhecer a gravidade da situação.

Além disso, muitas relações abusivas funcionam por meio de ciclos emocionais complexos. Após episódios de violência, costumam surgir pedidos de desculpas, promessas de mudança e momentos aparentes de afeto, o que frequentemente aumenta a confusão emocional e dificulta o rompimento da relação.

Consequentemente, muitas mulheres permanecem em relações destrutivas por medo, dependência emocional, insegurança financeira ou receio das consequências após a separação.

Participação de Elídio Almeida em programa de TV sobre violência doméstica contra a mulher e feminicídio
Falar sobre violência doméstica também é uma forma de proteger vidas e fortalecer redes de apoio.
Elídio Almeida, psicólogo em Salvador, especialista em terapia de casal e relacionamentos.

Feminicídio e violência de gênero

Durante o debate, também discutimos o crescimento dos casos de feminicídio, termo utilizado para definir homicídios motivados por questões de gênero.

Na maioria das situações, os crimes são praticados por parceiros ou ex-parceiros em contextos marcados por controle, possessividade, ameaças, violência familiar e tentativa de dominação sobre a mulher.

Ao longo dos atendimentos, percebo que muitos comportamentos violentos começam de maneira aparentemente “menos grave”, como ciúmes excessivos, controle sobre roupas, amizades, rotina, redes sociais e tentativas constantes de limitar a autonomia da parceira.

No entanto, quando esses padrões não são reconhecidos e interrompidos, a violência pode se intensificar progressivamente.

Por isso, discutir violência doméstica contra a mulher também significa falar sobre prevenção, conscientização e identificação precoce de relações abusivas.

violência doméstica contra a mulher: a importância da informação e da rede de apoio

Muitas mulheres em situação de violência sentem vergonha, culpa ou medo de buscar ajuda. Além disso, algumas vítimas enfrentam isolamento emocional e ausência de suporte familiar ou social.

Por isso, considero fundamental ampliar debates públicos sobre violência doméstica contra a mulher, especialmente nos meios de comunicação.

A informação ajuda a romper silêncios, reduzir a naturalização da violência e fortalecer mulheres que muitas vezes acreditam estar sozinhas em seu sofrimento.

Na experiência terapêutica, observo que acolhimento emocional, fortalecimento psicológico e acesso à rede de proteção fazem enorme diferença no processo de reconstrução da autonomia e da segurança emocional dessas mulheres.

Participação no programa Espaço Livre

Além de mim, participaram do programa a Delegada da Mulher, Dra. Vânia Nunes, reconhecida pelo trabalho de defesa e proteção às mulheres, e a Deputada Estadual Neusa Cadore, então presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia.

O debate foi mediado pela apresentadora Aureni Almeida e abordou diferentes perspectivas sobre prevenção, proteção, acolhimento e enfrentamento da violência doméstica contra a mulher.

O programa foi exibido pelo Canal Assembleia e discutiu estratégias importantes para ampliar a conscientização social sobre esse tema de enorme relevância.

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