No dia 26 de junho, o jornal Correio da Bahia levou às ruas de todo o estado sua edição diária com uma grande novidade: a Revista NOVE. A publicação surgiu a partir do trabalho da segunda turma do Programa Jornalismo de Futuro, uma parceria entre a Facom – Faculdade de Comunicação da UFBA e o Jornal Correio da Bahia.

Além disso, ao longo da revista, os jovens e promissores repórteres apresentaram matérias riquíssimas sobre relacionamentos afetivos, mulheres que amam demais, amores platônicos, amores à distância, sexo, comportamento e virgindade. Tudo foi conduzido com enorme habilidade. Assim, os conteúdos chegaram de forma acessível e levaram à população temas relevantes e socialmente importantes.

Página da Revista NOVE com matéria sobre virgindade e comportamento com participação do psicólogo Elídio Almeida
A virgindade carrega significados que vão muito além do ato em si e refletem valores culturais e sociais.
Elídio Almeida, psicólogo em Salvador, especialista em terapia de casal e relacionamentos

Como a virgindade é compreendida socialmente?

O tema virgindade apareceu na matéria assinada pelos jornalistas Darlan Caires e Thais Borges. Nesse contexto, tive a satisfação de contribuir com reflexões sobre o assunto, a partir de uma entrevista que concedi à jornalista Thais Borges.

Durante a conversa, abordei o histórico e as representações sociais que a virgindade assume na vida das pessoas. Além disso, destaquei como essas construções variam entre culturas diferentes, especialmente na adolescência.

Por isso, considero importante observar que a virgindade não se limita a um aspecto individual. Pelo contrário, ela atravessa questões relacionadas à sexualidade, às expectativas sociais e à forma como construímos nossos relacionamentos.

No trabalho clínico que desenvolvo, percebo que esse tema aparece com frequência tanto em atendimentos individuais quanto na terapia de casal, especialmente quando envolve expectativas, valores e conflitos ligados à história afetiva de cada parceiro.

Por que falar sobre virgindade ainda é relevante?

Quero registrar não apenas minha satisfação por participar desse projeto, mas também minha admiração pela qualidade da publicação e pela relevância do trabalho realizado.

Além disso, enquanto cidadão e profissional, reconheço o impacto positivo de iniciativas como essa. Afinal, ainda vivemos em um contexto em que temas como sexualidade e comportamento são cercados por tabus.

Nesse sentido, produções como a Revista NOVE ampliam o debate e favorecem a reflexão. Por fim, deixo aqui meu reconhecimento: NOVE (mil) parabéns a todos os envolvidos.

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