Um vídeo publicado na internet no dia 14 ganhou grande repercussão ao mostrar um jovem australiano, Casey Heynes, vítima de bullying na escola. As imagens mostram Casey sendo agredido por outro estudante enquanto colegas riem e incentivam a violência. Inicialmente, ele não reage. No entanto, em determinado momento, se defende e arremessa o agressor contra o chão.
Após a divulgação do vídeo, Casey passou a ser considerado um símbolo da luta contra o bullying em todo o mundo. Em entrevistas, o jovem relatou que sofria agressões frequentes e que chegou a pensar em suicídio para se livrar das humilhações. Sua reação gerou apoio da família e de pessoas em diversas partes do mundo.
O que esse caso revela sobre o bullying?
Esse episódio evidencia como muitas crianças e adolescentes são vítimas de agressões físicas e psicológicas nas escolas, sem que a família ou a própria instituição tenham conhecimento.
Diante dessa ausência de suporte, muitos jovens tentam lidar com a situação da maneira que conseguem — seja revidando com violência, calando-se ou até desenvolvendo pensamentos mais graves, como o suicídio.
A grande repercussão do caso também trouxe um efeito positivo: aumentou a atenção de pais e escolas e encorajou outras vítimas a se manifestarem. Apesar disso, um ponto me preocupa.
A popularidade de Casey pode indicar que muitas pessoas se identificaram com a situação vivida por ele. No entanto, também pode reforçar a ideia de que reagir com agressividade é a melhor forma de lidar com o bullying.
Sabemos que não reforçar o comportamento do agressor é importante. Porém, também é necessário reconhecer que a violência tende a gerar mais violência.
Nesse caso, a reação de Casey pode ter interrompido momentaneamente a agressão, mas não necessariamente resolveu o problema. Pelo contrário, pode abrir espaço para novos conflitos e tentativas de retaliação.

Elídio Almeida, psicólogo em Salvador, especialista em terapia de casal e relacionamentos.
Há outras formas de lidar com o bullying
É fundamental compreender que existem outras formas de enfrentar o bullying, que não envolvem a agressividade.
Quando um comportamento violento passa a ser interpretado como vitória, há o risco de que outras vítimas adotem a mesma estratégia, acreditando que essa é a única saída possível.
Por isso, é importante refletir: embora a reação de Casey tenha produzido um efeito imediato, ela não representa, necessariamente, uma solução definitiva para o problema.
Uma reflexão necessária
Esse caso me chamou atenção não apenas pela repercussão, mas também pela forma como foi interpretado.
Diversos profissionais e veículos comentaram o episódio, mas poucos se aprofundaram nas possíveis consequências desse tipo de resposta à violência.
Confesso que me causa estranhamento ver alguém que também agride ser transformado em herói.
Embora seja importante considerar o contexto e o sofrimento da vítima, não podemos ignorar os efeitos que esse tipo de narrativa pode produzir.







Na escola primária aos 7 anos,(meu irmão tinha 6) nós éramos os únicos negros na escola, e eu não sabia que o meu irmãozinho sofria “bullying”, até que um dia eu vi. Os outros colegas do agressor vieram e me seguraram enquanto meu irmão apanhava.
Aprendi capoeira, escondido dos meus pais. Um dia aos 10 anos (e ele aos 9) fomos ao bairro onde morava o menino que agredia meu irmão e promovemos um quebra-quebra. Batemos em todos os meninos brancos que encontramos, isso após termos espancado o agressor do meu irmãozinho e os amigos dele.
Moral da história: O “bulling” pode sim gerar comportamentos violentos cujas consequências serão imprevisíveis. Hoje, felizmente, sou professor universitário.
ABAIXO O “BULLING
Olá Adelson Brito!
Obrigado pelo depoimento. Que bom que tenha compreendido a mensagem que tentei transmitir com o texto. Que o episódio trazido por você também sirva de alerta para pensarmos em formas mais assertivas de lidar com esse problema tão grave como é o Bully. Abraços!
EU JÁ SOFRI BULLY MESMO 15 ANOS ATÉ 17 MAS HOJE SEI LIDAR COM ESSE PROBLEMA E SABER MAIS PARA CONVERSAR COM AMIGOS E FAMILIARES.
Poxa professor
Figuei muito feliz em saber que existem pessoas que sofrem ou já sofreram com Bullying e se defenderam, este garoto é um exemplo, ele deixa claro que é POSSÍVEL sim, que a situação pode mudar e mudar ao seu favor.
Quando vejo este video fico imaginando o que passa na cabeça do agressor, que deve se sentir o “cara”, querer ser o popular mesmo que seja em um sentido ruím, e o incrível é ver ver que ninguém tenta separar estas agressõs, acredito que muitas vezes é pelo simples fato de dizer ” Antes ele do que eu “. As pessoas pensam muito que é o único ser na terra, e que só basta se preocupar e ajudar a si próprio.
DEUS nos diz em sua palavra que não escolhe os capacitados, Ele capacita os ESCOLHIDOS. Este menino é uma prova viva.
By: Caroline Rastely – Atakarejo
Cara eu vi é que vc esta muito certo ^^” so isso q eu tenho a falar!
Fico triste em saber como as pessoas elevam reações pontuais,não menos agressivas do que as daqueles que promovem o bullying, há um patamar do “justo”. Isso só corrobora a idéia de que estamos nos tornando cada vez mais incapazes de mediar conflitos por outras vias que não a violência “simbólica” e/ou física. Coroar Casey como um herói é simplesmente atestar nossa incapacidade de promover uma discussão séria sobre as consequências sociais e psicológicos de práticas como o bullying, cada vez mais frequentes nos ambientes escolares e de trabalho. Dessa forma estaremos sempre incentivando nos “massacres em realengo”. Como disse Gandhi, parafraseando o código de Hamurabi: “Olho por olho, dente por dente…o mundo acabará cego.
Deivid Cassiano
Psicólogo
eu sofro bully des dos 5 ate hj tenho 14 e ainda sofro mas nao igual a quando tinha 5 hj elas mi xingao e mas engraçado q eu nunca fiz mal pra ninguem sempre respeito as pessoas el mi desanimei a te nos estudos nao gosto mas de estuda mas meus pai mi necentiva estuda pq cem estudo nao somos nada navida oq mi anima e q confio em deus e que ja ta perto de dezembro mas doi mi tornei uma pessoa solitaria triste posso meu dia todo triste entediado porfavo mi da um conshelo brigado deus te abençoe
Olá!
Bullying é um assunto muito sério, bastante preocupante e que sempre traz prejuízos e preocupações. Posso imaginar o quanto você já sofreu nestes 9 anos que convive com este mal. Gostaria de poder ajudar mais, no entanto, neste momento, fico limitado a saber de ti se compartilha ou já compartilhou seu sofrimento com outras pessoas (seu pai ou a própria escola, por exemplo)? Ou se já tentou alguma ajuda profissional? Em qualquer das circunstâncias nunca vale apena passar por situações assim sozinho, pois é justamente isso que fortalece as pessoas que praticam bullying.
mas nao da tenho vegonha e medo de eles te vegonha de mi um adolecente de 14 que nao sabe lida com avida e difico eu sempre procuro faze o bem pras pessoas mas agora passo meu tempo triste e chorando com medo a te de sai de casa com solidao e nao consigo convessa com niguem meus pais nem sempre liga pros meus sentmentos elis so querem q eu estude mas nunca sentarao pra convessa comigo do que eu sinto nao sempre ocupados com eli mesmo enquanto eu sofro na avida o bully mi destrui mi abalo fez eu mi desacredita no amo e vive na solidao eu encontrei um geitor de alivia minha solidao escrevendo poemas e pesquisador pow pessoas que ja em frentarao o bully doe o coraçao sabe que pessoas te xinga sem vc nunca nem te falado com elas e triste eu gostava de estuda mas peerdi ja mandei minha mae a rranja um psicologo pra mi mas ela fala nada e eu choro deramando minhas lagrimas no teclador sem nemnhu amigo pra pode convessa baixo auto estima porfavo o senho e a unica pessoas que eu to compartilhando isso eu nao aguento mas mi ajuder porfavo na muitas pessoas dizem pra nao liga mas nao dar doi de mas e to com medo de perde de ano tambem as pessoas nao ligam muito pro meu sentimento as vezes finjo q so feliz quando na verdade nao so
brigador e bom sabe que tenho um amigo pra mi aconselha brigado msm que deus te a bençoe sempre pesquiso em blogs site pra ver exemplos de pessoas da mesma situaçao e mi a livia um pouco sabe dessas pessoas mi a juda e mi entristeçe pq muitas pessoas ficam marcada pro resto da vida os momentos de terro a humilhaçao a solidao o medo da vida e abandonam a vida acham que no mundo nao ar espaço pra elas brigado a amigo
Olá!
Tenho recebido suas mensagens e tenho estado preocupado com sua condição. Como falei anteriormente, o ideal é que você busque ajuda, seja na própria escola, com amigos, na sua família ou em outras e se possível uma ajuda profissional. Sei que é chato expor nossos problemas para utras pessoas, mas talvez seja a única maneira delas perceberem o nosso sofrimento. Gostei muito de saber que você tem dado vazão aos seus sentimentos através dos poemas e encontrar pessoas que vivem a mesma realidade que a sua pode ser interessante no intuito de troca de experiências. Minha condição de ajuda de fato é limitada neste molde, mas no que puder ajudar estarei à disposição.
Um abraço!
Olá Ricelle, brigado pelo contato.
Interessante sua questão e a partir dela posso considerar três aspectos. O primeiro é que a asrtrologia não contempla minha formação e minha prática profissional, por isso não posso opinar sobre seu(s) signo(s). Em segundo, e a partir daqui fico à vontade para abordar a questão, é que achei bastante interessante a tentativa de controle feita por sua mãe, para determinar seu signo e, possivelmente, influenciar na sua personalidade. Isso sim pode ser significativo na sua “personalidade”. Em terceiro, como eu disse no post, nós psicólogos não acreditamos que a “personalidade” não seja determinada pelo signo da pessoa e sim pela sua história de vida atrelada a outros aspectos. Como falei no texto é muito comum que algumas pessoas tenham um determinado signo e não apresente os comportamentos descritos pelo zodíaco, mas em contra partida é cobrada a apresentar comportamentos pertinentes ao signo e viver como tal. Se desejar, poderemos falar mais sobre o tema.
Casey Heynes, é um herói, não importa o que os idiotas defensores do bullying digam sobre ele.
Olá Saulo!
Obrigado pelo seu comentário. Mas você foi muito agressivo, não acha?
Sim, Elídio, eu fui um pouco agressivo sim mas eu tenho um motivo: esses bullies gostam de agredir pessoas que não podem se defender e isso é pura covardia. Gostei muito do seu artigo sobre o Casey Heynes.
Olá Saulo, obrigado pelo comentário. A agressão acaba sendo um recurso usado pelo alvo dos bules, porém é pouco eficaz e adequado. Entendo que nem sempre dispomos de outras ferramentas e que não é fácil vivenciar tamanhas hostilidades. Um abraço!